Chico Xavier - O Reencontro lança um olhar sensível e aprofundado sobre esse notável brasileiro sob o ponto de vista do homem Chico Xavier - não apenas o médium que psicografou suas obras por intermédio de espíritos como Emmanuel, André Luiz ou Bezerra de Menezes. O espetáculo se debruça sob o ponto de vista do Chico Xavier homem, HUMANO que, através de seus discursos que eram baseados no amor e fraternidade, conseguiu mover milhões de pessoas na direção da tolerância e do respeito ao próximo. Na cena, Chico se reencontra com o público após sua morte, aos 92 anos, e revisita questões profundas de sua existência: o medo que tinha da morte, o enfrentamento do câncer, a perda da visão e as dores vividas na infância a partir do despertar de sua mediunidade. Mais que, meramente, relatar fatos biográficos, Chico reflete sobre a condição humana e sobre as fissuras que atravessam a sociedade - o preconceito, a intolerância, a dificuldade de amar e respeitar o quê ou aquele que lhe é diferente. Unindo docilidade e contundência, Chico se dirige ao público por meio de indagações diretas e práticas, até desconcertantes. A peça provoca cada espectador a refletir sobre sua própria presença no mundo: se tem contribuído para aliviar ou intensificar o sofrimento alheio, se tem facilitado ou dificultado a vida de quem está por perto, se tem buscado o aprimoramento pessoal e a evolução íntima ou não, se tem se empenhado no aprimoramento pessoal dia após dia ou se tem ignorado suas falhas e do que começou. Longe de ser doutrinário, Chico Xavier, O Reencontro propõe um diálogo baseado no AMOR como princípio universal. É a partir dele - e não da religião - que o personagem aponta caminhos possíveis para que a humanidade se torne viável, rompendo ciclos de destruição marcados por guerras, opressões e injustiças. O espetáculo convida o público a uma escuta profunda e a uma revisão ética do próprio modo de existir, lembrando que a transformação do mundo começa, inevitavelmente, na transformação de cada indivíduo.